O Paradoxo Francês!

O fim de semana passado estive em França, a passar uns diazinhos, naquela que considero a minha segunda casa, na terra que me enche o coração e da qual trago sempre uma enorme saudade, mesmo antes de partir!

Sim, pois é, a nutricionista foi à terra do croissant, da baguette, dos crepes com nutella, dos macarrons e do pain au chocolat!!

E a pergunta que se impõe sobre todas as outras é: “como conseguem eles ser tão magros a comer estas deliciosas tentações!?”
Terão eles descoberto o segredo tão cobiçado?
Vive la France! 🙂

Se pensarmos nas suas tradições gastronómicas e para quem, tal como eu, tem família e amigos francófonos, sabe que uma boa tábua de queijos (com nada de magro, nem de 0%), uma ou outra garrafa de champagne ou um (não menos maravilhoso) vinho tinto fazem parte das suas rotinas.

A estas se juntam os encontros para o apéro antes de se passar ao jantar, as raclettes ou as pequenas porções de brie, camembert e roquefort a seguir à refeição.
Ah sim, e a bagette tradicional, que de integral nada tem? As quantidades de manteiga utilizadas na cozinha? Os enchidos?
Para não falarmos das pastelarias, dos bolos, das natas e das fantásticas temporadas passadas em volta da mesa em harmonioso convívio e partilha !

Tudo isto um pouco fora do panorama daquilo que consideramos como nutricionalmente equilibrado ou saudável e mais longe ainda das recomendações aclamadas nas consultas de nutrição.

Então afinal de contas como fazem eles para terem uma população tendencialmente esguia e barrigas pouco proeminentes?

Parece que não fui a única a ter esta dúvida e portanto se fala, já há vários anos, do “Paradoxo Francês”!
Esta expressão é utilizada para referir o paradoxo existente entre a alimentação dos franceses, rica em gorduras saturadas e a sua saúde, nomeadamente no respeita a saúde cardiovascular, o excesso de peso ou a acumulação de gordura abdominal!

Se nos anos 90 o tema despertou a curiosidade dos cientistas, 20 anos depois sabe-se hoje, que este paradoxo se deve à protecção conferida pelo consumo regular de antioxidantes contido nas uvas frescas, nos sumos de uva e nos seus derivados, como é o caso do vinho, em particular do vinho tinto.
O culpado? Os polifenóis, cujo seu principal representante no vinho tinto é o resveratrol.
É portanto este resveratrol o responsável por proteger o sistema cardiovascular inibindo a oxidação do colesterol, a agregação plaquetária e promovendo o relaxamento vascular, com consequente melhoria da tensão arterial.

Atenção tudo com moderação e não se esqueça que o vinho não é o único alimento rico em antioxidantes benéficos.

Comentário

  • Chris

    Muito bom o post. Aqui sempre que vamos ao nutricionista a primeira coisa que nos mandam é reduzir os carboidratos, gorduras saturada então nem pensar. Fico pensando como os franceses que precisam fazer dieta fazem! O benefício do vinho para o coração está provado, mas como os níveis de obesidade não são tão grandes como os nossos?? fico martelando sobre isso na minha cabeça. abraços

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